Espadarte vs Marlim: Qual a diferença? Conheça os gigantes do mar

Espadarte e marlim são frequentemente confundidos, mas são espécies muito diferentes. Saiba distinguir esses gigantes do oceano e entenda por que são o maior desafio da pesca esportiva.

Dois dos peixes mais imponentes do oceano, o espadarte e o marlim são frequentemente confundidos — mas são espécies completamente diferentes. Se você já sonhou em pescar um deles em alto-mar, este post é para você.

Espadarte (Xiphias gladius)

O espadarte é solitário, migratório e vive em águas abertas de oceanos tropicais e temperados. Seu “bico” (rostro) é achatado horizontalmente, como uma espada — daí o nome. Pode ultrapassar 4 metros de comprimento e 500 kg, sendo um dos peixes mais rápidos do mundo, atingindo até 100 km/h em arrancadas curtas. No Brasil, é encontrado principalmente no oceano Atlântico, longe da costa.

Marlim (família Istiophoridae)

Os marlins — marlim-azul, marlim-branco e marlim-negro — têm o rostro arredondado em seção transversal, mais fino e pontudo que o do espadarte. São igualmente velozes e imponentes. O marlim-azul (Makaira nigricans) é o mais famoso na pesca esportiva brasileira, podendo passar de 600 kg. Diferente do espadarte, os marlins têm nadadeira dorsal alta e característica.

Como diferenciar na prática

  • Rostro: espadarte tem “espada” achatada; marlim tem “lança” redonda
  • Nadadeira dorsal: marlim tem dorsal alta e contínua; espadarte tem dorsal rígida e separada do corpo
  • Escamas: adultos do espadarte não têm escamas; marlins são cobertos por escamas alongadas
  • Olhos: espadarte tem olhos grandes e redondos; marlim tem olhos menores

Pesca esportiva no Brasil

O Brasil é um dos melhores destinos do mundo para a pesca de marlim, especialmente no litoral do Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. Vitória (ES) é considerada a capital mundial do marlim — o Torneio de Pesca de Vitória é um dos maiores do mundo na categoria. A pesca é praticada quase exclusivamente com o sistema de pesque-e-solte, respeitando a espécie.

Curiosidade

O livro “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway — vencedor do Nobel de Literatura — narra a saga de um pescador cubano que luta por dias com um enorme peixe-espada. A obra ajudou a eternizar esses peixes na cultura popular e inspirou gerações de pescadores esportivos ao redor do mundo.

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